Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinicius de Moraes
(a vocês, minhas queridas amigas... Beijinhos com favos de mel)
12 janeiro 2007
10 janeiro 2007
eu confesso.
quando comprei o meu primeiro telemóvel, a principal razão foram as sms.
gosto das coisas escritas. que se possam guardar, reler.
gosto de cartas. de encontrar recados. de post-it com mensagem telegraficas. de postais.de papelinhos nas aulas. de cartões de parabéns. de sms.
por isso imaginem como tou feliz. sim, porque se deixei passar a primeira hipotese, a segunda não me escapou...agora tenho sms gratis!
quando comprei o meu primeiro telemóvel, a principal razão foram as sms.
gosto das coisas escritas. que se possam guardar, reler.
gosto de cartas. de encontrar recados. de post-it com mensagem telegraficas. de postais.de papelinhos nas aulas. de cartões de parabéns. de sms.
por isso imaginem como tou feliz. sim, porque se deixei passar a primeira hipotese, a segunda não me escapou...agora tenho sms gratis!
08 janeiro 2007
05 janeiro 2007
Entre os papéis, na velha estante, lá estava ele...o livro de poesias da minha avó...e entre tantas, esta faz-me pensar como me identificava com a minha avó, que tanta falta me faz...
Cigana
Tenho saudades das estradas desse mundo
Das estradas que sonho e nunca correrei
Tenho saudades da vida de aventura
Para que nasci, e nunca levarei
Tenho saudades, apetece-me fugir
Errando por esse mundo além
Tenho saudade – ò se eu pudesse ir!
Matar a sede de lonjura
Que a minha alma tem!
(...)
Cigana
Tenho saudades das estradas desse mundo
Das estradas que sonho e nunca correrei
Tenho saudades da vida de aventura
Para que nasci, e nunca levarei
Tenho saudades, apetece-me fugir
Errando por esse mundo além
Tenho saudade – ò se eu pudesse ir!
Matar a sede de lonjura
Que a minha alma tem!
(...)
02 janeiro 2007
28 dezembro 2006
27 dezembro 2006
Estrelinha

Sei que o dia já passou... mas não resisto. Adoro o Natal =) Encanto-me com as luzes, com as gentes nas ruas, com as músicas, com as decorações. Só este ano, enfeitei três pinheiros... Adoro os grandes jantares, toda a família reunida. Quando for grande, vou organizar muitos jantares assim...
Guardo na memória muitos pormenores de Natal da minha infância. As disputas com a minha mana para ver qual de nós contabilizava mais pinheirinhos enfeitados, naquelas (então longas) viagens entre Penela e Viseu... O presépio da tia Lina, todos os anos religiosamente feito no mesmo sítio, cheio de detalhes... A visita anual à Casa da Boneca, mundo mágico de brinquedos... Os intervalos dos desenhos animados que, para delírio meu, se enchiam de nenucos e pequenos póneis...
Hoje ainda adoro a parte das prendas. De pensar um mimo para quem gosto. De fazer embrulhos personalizados. De rasgar os papéis.
Deixo-vos um xi-coração em forma de prenda, com estrelinha cadente dentro...
Feliz Natal!!!...
07 dezembro 2006
Jo
01 dezembro 2006
Margarethenstrasse, 7
É impossível não o sentir. Caminhando nas ruas, o porte eleva-se-nos, como se fossemos tomadas pela elegância que se respira. Viena é assim: elegante, imponente, culta. Juntamo-nos à fila de gente que se prepara para comprar os bilhetes para a standing area, naquela que é uma das três mais importantes óperas do mundo. Custam 2€ ou 3,5€, de acordo com o lugar. De calças de ganga, cruzamo-nos nos corredores com cavalheiros de smoking e damas de vestido de gala, que irão ocupar os postos centrais. Deixamos o cachecol amarrado às colunas, a reservar lugar, e saímos de novo, marcando o tempo até que a ópera comece. Rendidas com "La bohème", regressamos noutras noites para "Nabucco" e "La Traviatta".
E maravilhamo-nos. Com a Stephansdorm, os jardins do Schobrum, os quadros no Belvedere. Tiramos a foto da praxe na casa de Mozart e visitamos a casa-museu de Freud. Na segunda semana, as praças ficam cobertas de casinhas de madeira com artesanato e decorações de Natal. As ruas enchem-se de gente, que bebe punch para aquecer. E as luzes brilham com uma certa tranquilidade, numa espécie de alegria calma.
Como um hot dog delicioso e aprendo que farmácia se diz "apotheke". Num dia livre, viajamos até Bratislava. No fim-de-semana, rumamos a Praga. Na segunda-feira, retomamos o nosso dia-a-dia, continuamos as visitas às instituições, recuperamos os pequenos gestos, as pequenas rotinas, num quotidiano reconhecido...
Foram duas semanas, mas diria terem sido mais. Na hora do regresso, cheias de sacos de compras, apanhamos uma vez mais o metro para escapar ao frio. Saímos em Karlsplatz e cruzamo-nos com semblantes escuros, dos quais nos afastamos instintivamente. O frio volta a apertar à saída da estação, mas é momentaneamente cortado pela habitual voz rouca do guitarrista com tez latina. Passamos a faculdade de engenharia, o Billa (o supermercado do bairro), a estranha mercearia que vende quase exclusivamente laranjas da sicília e a agora também natalícia loja erótica. No número 7 da Margarethenstrasse, alguém escreveu "Liebe" a tinta vermelha. A chave roda na fechadura, e ao entrar, inevitavelmente, procuramos os rostos emoldurados de Wolf e Mahler, nossos vizinhos em tempos distintos. O elevador leva-nos ao entrepiso entre o 4º e o 5º andares. Numa das primeiras vezes em que o abrimos, cruzámo-nos com um homem que trazia com ele dois copos e uma garrafa de champanhe. As portas dos apartamentos têm tamanhos e cores distintas; umas têm vasos à porta, outras ostentam autocolantes de compreensão apenas inteligível para o propritário. A julgar pelas letras que figuram na porta do lado, quase de certeza que os nossos vizinhos são árabes.
Digitamos o código e a porta abre-se. E somos acolhidas pelo quentinho bom. As malas estão quase prontas, a planta transformada em árvore de natal já recuperou a identidade original e as bolas e pais natais de chocolate que a ornamentavam já foram distribuídos entre nós. A custo, pegamos nas malas, dividimo-nos pelo elevador, comentamos pela milionésima vez o receio de ter peso a mais. Ainda bem que os pensamentos, sentimentos e memórias não são passíveis de contabilizar na balança...
E maravilhamo-nos. Com a Stephansdorm, os jardins do Schobrum, os quadros no Belvedere. Tiramos a foto da praxe na casa de Mozart e visitamos a casa-museu de Freud. Na segunda semana, as praças ficam cobertas de casinhas de madeira com artesanato e decorações de Natal. As ruas enchem-se de gente, que bebe punch para aquecer. E as luzes brilham com uma certa tranquilidade, numa espécie de alegria calma.
Como um hot dog delicioso e aprendo que farmácia se diz "apotheke". Num dia livre, viajamos até Bratislava. No fim-de-semana, rumamos a Praga. Na segunda-feira, retomamos o nosso dia-a-dia, continuamos as visitas às instituições, recuperamos os pequenos gestos, as pequenas rotinas, num quotidiano reconhecido...
Foram duas semanas, mas diria terem sido mais. Na hora do regresso, cheias de sacos de compras, apanhamos uma vez mais o metro para escapar ao frio. Saímos em Karlsplatz e cruzamo-nos com semblantes escuros, dos quais nos afastamos instintivamente. O frio volta a apertar à saída da estação, mas é momentaneamente cortado pela habitual voz rouca do guitarrista com tez latina. Passamos a faculdade de engenharia, o Billa (o supermercado do bairro), a estranha mercearia que vende quase exclusivamente laranjas da sicília e a agora também natalícia loja erótica. No número 7 da Margarethenstrasse, alguém escreveu "Liebe" a tinta vermelha. A chave roda na fechadura, e ao entrar, inevitavelmente, procuramos os rostos emoldurados de Wolf e Mahler, nossos vizinhos em tempos distintos. O elevador leva-nos ao entrepiso entre o 4º e o 5º andares. Numa das primeiras vezes em que o abrimos, cruzámo-nos com um homem que trazia com ele dois copos e uma garrafa de champanhe. As portas dos apartamentos têm tamanhos e cores distintas; umas têm vasos à porta, outras ostentam autocolantes de compreensão apenas inteligível para o propritário. A julgar pelas letras que figuram na porta do lado, quase de certeza que os nossos vizinhos são árabes.
Digitamos o código e a porta abre-se. E somos acolhidas pelo quentinho bom. As malas estão quase prontas, a planta transformada em árvore de natal já recuperou a identidade original e as bolas e pais natais de chocolate que a ornamentavam já foram distribuídos entre nós. A custo, pegamos nas malas, dividimo-nos pelo elevador, comentamos pela milionésima vez o receio de ter peso a mais. Ainda bem que os pensamentos, sentimentos e memórias não são passíveis de contabilizar na balança...
30 novembro 2006
28 novembro 2006
partilhar com as amigas...
...as boas noticias!
O meu orientador disse acerca do meu artigo "está muito bom, mesmo muito bom"... e sabe tão bem ver o trabalho intenso compensar! :)
O meu orientador disse acerca do meu artigo "está muito bom, mesmo muito bom"... e sabe tão bem ver o trabalho intenso compensar! :)
23 novembro 2006
10 novembro 2006
Boa viagem Ritona!!! Diverte-te mto mto!!

A Áustria é um país montanhoso localizado na Europa Central, limitado a norte e oeste pela Alemanha, a norte pela República Checa, a leste pela Eslováquia e Hungria, a sul pela Eslovénia e Itália e a oeste pela Suíça e Liechtenstein. A Áustria é um país membro da União Europeia. A língua nacional é o alemão.
Como república federal, a Áustria está subdividida em nove estados (Bundesländer em alemão). Cada um destes estados está dividido em distritos (Bezirke) e cidades (Statutarstädte). Os distritos são divididos em municípios (Gemeinden). As cidades partilham as competências dos estatutos de município e distrito. Os estados não constituem divisões meramente administrativas; dispõem de autoridade legislativa autónoma em relação ao governo federal.
Viena (Wien), a capital federal, no nordeste.
Alta Áustria (Oberösterreich), no norte, capital Linz.
Baixa Áustria (Niederösterreich), no nordeste, capital Sankt Pölten.
Burgenland, no leste, capital Eisenstadt.
Caríntia (Kärnten), no sul, capital Klagenfurt.
Estíria (Steiermark), no sul-leste, capital Graz.
Salzburgo (Salzburg), no centro-oeste, capital Salzburgo.
Tirol, no oeste, capital Innsbruck.
Vorarlberg, no oeste, capital Bregenz.
O oeste e sul da Áustria estão situados nos Alpes, o que faz do país um destino bem conhecido por seus esportes de inverno. A montanha mais elevada é o Grossglockner, com 3 798 metros, seguida pelo Wildspitze (3 774 m).
O norte e o leste do país são na sua maior parte terreno ondulado. O clima é temperado, com invernos frios e verões frescos.
O país é atravessado pelo Rio Danúbio.
Indústria: cimento, produtos químicos, equipamentos elétricos, madeira, móveis, vidro, ferro e aço, artigos de couro, veículos motorizados, instrumentos ópticos, papel e polpa, alimentos e bebidas, têxteis e roupas. Turismo: a Áustria é uma das mais populares estações de férias da Europa. Exportação: madeira, móveis, ferro e aço, papel e polpa, têxteis, maquinaria, eletricidade e magnesita. Moeda: Euro, que substituiu o xelim em 2002.
A língua oficial é o alemão. É também a língua mais falada, sendo primeira língua de 97% da população. Existem minorias de alemânicos e croatas.
A Áustria foi a terra natal de vários compositores famosos tais como Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Strauß I e Johann Strauß Jr., Arnold Schoenberg, Anton Webern, Alban Berg (estes três últimos participaram da famosa Segunda Escola de Viena). Outros austríacos famosos foram os físicos Ludwig Boltzmann e Erwin Schrödinger, os filósofos Karl Popper, Ludwig Wittgenstein e Kurt Gödel, o psicanalista Sigmund Freud, o pensador Oskar Brandolff, o poeta Peter Rosegger, o economista Friedrich Hayek, o pintor Gustav Klimt, e o ator Arnold Schwarzenegger. Também foi a terra natal do ditador nazista Adolf Hitler que sempre falou muito bem de sua terra e os maiores momentos do império austro-húngaro.
Outro austríaco famoso foi o piloto de Fórmula 1 Niki Lauda, tricampeão mundial.
Situada nos Alpes, a Áustria deu origem a muitos grandes esquiadores alpinos, como Toni Sailer, Hermann Maier, Annemarie Moser-Pröll e Anita Wachter.
CP apresenta hoje novo cartão Intra-Rail para jovens

O cartão Intra-Rail, que permite viajar de comboio por Portugal durante dez dias, com estadia em Pousadas da Juventude, vai ser apresentado hoje em Almada.
«Com esta iniciativa pretende-se dinamizar o conhecimento do país pela juventude, criando condições para que os jovens tenham possibilidade de viajar de comboio por quatro zonas do país em boas condições de preço e conforto», disse o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.
As duas modalidades de cartões Intra-Rail, da CP e da Movijovem, destinam-se a jovens entre os 12 e os 30 anos, que podem viajar nos comboios durante um fim-de-semana ou pouco mais de uma semana por quatro zonas do país, pernoitando em Pousadas da Juventude, tuteladas pela Movijovem, explicou Laurentino Dias.
Os utentes podem escolher entre as zonas Algarve e Alentejo até Évora (zona A), Lisboa, Vale do Tejo e Alto Alentejo (B), Beiras (C) e Porto e Norte (C).
O cartão pode ser adquirido nas variantes «Intra-Rail xcape» e «Intra-Rail xplore», nas estações de venda da CP, nas Pousadas de Juventude, nas Lojas Movijovem e no Ponto JA, do Instituto Português da Juventude, podendo ser utilizado até final de 2007.
O «Intra-Rail xcape» custa 49 euros com Cartão Jovem ou 55 euros sem ele e pode ser usado em viagens de comboio durante três dias, de sexta-feira a domingo, com duas noites de estadia em qualquer Pousada da Juventude, numa das quatro zonas pré-definidas.
Já o «Intra-Rail xplore» dá direito a dez dias de viagem, iniciados de segunda a quinta-feira, com nove noites de permanência em pousadas de duas zonas adjacentes, por um custo de 159 euros com Cartão Jovem ou 185 sem.
O Intra-Rail dá acesso a todos os comboios Intercidades (2ª classe), Regionais, Inter-Regionais e Urbanos, desde o primeiro dia da viagem até ao fim da validade do cartão.
No início da viagem, o cartão é validado na bilheteira da estação de origem com o nome do utilizador e o alojamento deverá ser marcado directamente nas Pousadas da Juventude.
A cerimónia de apresentação, na Pousada da Juventude de Almada, conta com as presenças da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, e do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias.
Vamooooooossss? :)
08 novembro 2006
www.skyscanner.net
Bom dia minhas queridas streghe!!:)
Estou quase de "férias"!!!:) Em Dezembro, contem comigo para irmos fazer qualquer coisinha!!:) Gostava de aproveitar e fazer uma viagem, mas como não me apetece ir sozinha, e nem sempre é fácil conjugar euros e disponibilidades, terei que me resignar a ficar por cá, a aproveitar as minhas fériazinhas!!!;)
Ritona, boa viagem!!! Quando partes? E de onde? O meu mano, vai no sábado de manhã, para a República Checa e sai do Porto!! Era giro encontrar-te lá!eheh
Joanight e Rita, para quando um post sobre o "Manual do Amor"??:) Estou curiosa!!
Beijinhos amigonas****
Ritona, boa viagem!!! Quando partes? E de onde? O meu mano, vai no sábado de manhã, para a República Checa e sai do Porto!! Era giro encontrar-te lá!eheh
Joanight e Rita, para quando um post sobre o "Manual do Amor"??:) Estou curiosa!!
Beijinhos amigonas****
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