27 junho 2006

E bib'ó S. Joãoooo!... E, p'ó ano, tamos lá outra vez, carago!...;)

Era uma vez uma cidade que vivia ao pé do rio e respirava a mar. Que, quando era noite - tinham-nos dito - se enchia de luzes, cheiros e sonoridades mil. Chegava-se num comboio onde era autorizado enrouquecer as vozes com reportórios variados, fados e popularices, e onde o "Porto sentido" soaria com desgarrada alma.
Quando atravessámos a gare com painéis de azulejos, um alho porro afagou-nos o nariz, contorcendo-nos o rosto numa expressão de desagrado. Olhámos em volta e - coisa estranha! - percebemos que estávamos no meio de gentes de todos os tamanhos e feitios, que davam com martelos nas cabeças uns dos outros e estampavam, no brilho dos olhos, uma expressão feliz. Ante tão bizarro costume, reagimos com espanto. Mas, na ânsia de sermos bem recebidos pelos locais, ensaiámos uma primeira martelada, numa cabeça calva de aspecto inofensivo. Como recebemos um sorriso em troca, resolvemos repetir. Outra e outra vez. E demos por nós envolvidos pelo abraço de gente que sarapintava as ruas...
Estranha cidade esta!... -pensámos nós - decorada com alguidares de gelo e cerveja, bifanas saídas de um tacho colocado em cima de uma banca improvisada no passeio, balões de papel voando com fogo, sangria em garrafões, um alho trincado, amigos novos... perdidos, achados, guardados...

Depois, o céu começou a ficar azul e alguém nos disse que era a manhã a chegar. Subimos as ruas, atrás de outras gentes, e regressámos à gare de saída. Partia-se desta cidade num comboio apinhado, ficámos a saber. Onde uns dormitavam... e outros trocavam Oreo por canções.

1 comentário:

Joanight disse...

eu vou ctgo p o ano! :D