O brincador
Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja no que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor. Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.
Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...
A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”. Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.”
Álvaro Magalhães
29 junho 2006
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4 comentários:
:)
ja te disse q gosto sempre iMeNsO dos teus post aqui n nosso blogg?
ao ler, lembrei-me de uma das nossas ultimas conversas em Padova..trazer erasmus p o nosso dia-a-dia em coimbra..viver a vida e aproveita-la bem..nunca por nunca deixa-la so passar por nós.. e ha dias, amiga, em q conseguimos mm fazer isso..q tenhamos sempre mtas horas p sermos "apenas" brincadores! :)
Subscrevo esse desejo, amiga!!!... :) :) :)
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